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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ah, eu gosto

Comer uma fatia generosa de torta de nozes com cobertura de marshmallow, ignorando as calorias. Ficar debaixo das cobertas o dia inteiro assistindo TV, mesmo sabendo que tenho zilhões de coisas pra fazer. Chegar um pouquinho atrasada pra dar tempo de ganhar um beijo dele. Escrever durante a aula o que vier na cabeça. Assistir a um filme da Disney na véspera de uma prova importante. Cochilar durante o Jornal Nacional. Sentir cheiro do doce que não comia faz tempo. Acompanhar reality-shows mesmo que um monte de gente diga que “isso é ridículo”. Ver pela enésima vez o mesmo episódio daquela série, só porque eu gosto. Procurar presentes e coisas legais em sites que eu já sei que não entregam no Brasil. Ignorar, inconscientemente, o despertador e continuar aquele sonho bom. Torcer pelo o que eu quiser: pelas Olimpíadas no Rio, pra chover ao invés de fazer sol, por mais tempo agarradinho, pelo final feliz do livro ou da comédia romântica, pra que eu consiga fazer aquela cobertura de cupcake a tempo...
Pequenos prazeres (culposos ou não) que eu adoro. Tão simples, tão fáceis, e que deixam um sorriso no rosto antes mesmo que se perceba. Pequenos, sim. Mas nem um pouco dispensáveis.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Castelo de cartas (o jogo deles)

Devagar se vai ao longe e isso o MEC devia saber. O ENEM como sistema único de acesso a várias universidades já começou da maneira errada: com as aulas já tendo sido iniciadas, resolveram que a novidade ia valer já pra esse ano. Só isso já foi suficiente pra causar rebuliço, afinal qual a necessidade de toda essa correria? Problema das escolas e cursinhos que teriam que adaptar seu planejamento o mais rápido possível? É, mas problema mesmo dos estudantes.
Na semana da aplicação das provas, mais surpresas: prova adiada por fraude. E foi aí que deixei de acreditar de vez. Assim como algumas faculdades de São Paulo, eu pulo fora!
Não é que eu não vá fazer o ENEM, porque vou. É que não vou ficar até o fim do ano estudando absolutamente todas as matérias pra ter que fazer provas específicas em janeiro (a princípio no início, mas do jeito que estamos num ano de sorte, aposto que acabam sendo quase em fevereiro) sem ter chance de me aprofundar nessas matérias.
Não sou contra o formato novo, nem contra a ideia. Até acho que 180 questões é um pouco demais, mas quem sabe não seria melhor? Só se descobre tentando. Sou contra o jeito como foi implementado, como se fosse realmente fazer uma diferença tão grande se o Ministério da Educação passasse esse ano apenas planejando, contatando as instituições, aprimorando o projeto, quem sabe até pedindo a opinião dos próprios alunos, e deixasse pra pôr tudo em funcionamente no ano que vem.
Esse é o problema das coisas feitas nas coxas, com pressa (e com outros objetivos por trás dos "benefícios para os estudantes brasileiros"). Ora ou outra, tudo desaba, como se fosse um castelinho de cartas, um prédio. E não sou eu que vou ficar esperando chegar até meu andar pra cair junto.
Não somos peças de um jogo.