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segunda-feira, 11 de abril de 2011

1074, na verdade


E eu o amo mais a cada milésimo de segundo que passa. Sei que não sou tão agradecida por te ter quanto eu deveria ser, mas espero que as poucas demonstrações sejam o suficiente (muito embora o que eu tenha escrito aqui nem de longe chegue perto de tudo o que gostaria de te falar).
Nunca fui tão feliz quanto sou quando posso ver seu olhar sorrindo (sorrindo, de verdade) quando falo alguma besteira. É só disso que preciso para viver e é para isso que eu vivo. Não quero nunca te fazer mal, não quero nunca te perder, e só de imaginar essas possibilidades sinto um desespero preso na garganta junto com um choro proeminente pronto para escorrer pelas bochechas.
Quando eu era menor ficava imaginando o seguinte: como seria bom se aquela porcentagem de gordura (ou de qualquer outra coisa indesejável, na verdade) do biscoito pudesse ser simplesmente jogada fora se cortássemos um pedacinho do biscoito que fosse equivalente a essa mesma fração. Impossível, eu sei. Acontece que essa é uma analogia que se aplica bem para descrever como eu te sinto em mim. Você é uma porcentagem significativa do meu eu. E uma porcentagem que não pode ser simplesmente "cortada" ou retirada. Não que você seja a gordura do meu biscoito, você é meu açúcar, meu doce, você é a parte boa. E está tão bem misturado por todo o meu interior que já não sei mais distinguir o que é você e o que sou eu. É você que traz todas as coisas boas da minha vida, que me faz acordar todos os dias com a vontade e a determinação de ser pelo menos um pouquinho melhor do que eu era ontem.

O número real é 1074 (se dependesse de mim, já seria bem mais, você sabe disso). E só de pensar que ainda faltam aproximadamente 120 horas para te ver de novo, é nesse 1074 (arredondando poder-se ia dizer que são 25776 ou 1546560 ou 92793600, todos repletos de felicidade, e que apesar de muitos parecem tão pouco) que eu preciso buscar meu consolo, a sensação de te ter no colo, a felicidade que é estar contigo: ser sua e te ter não para mim, mas em mim, como parte que já não é parte. É todo.

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