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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Luz, câmera, Borrão!: "I am number four"

Sinopse: John é um jovem extraordinário que tem de esconder sua verdadeira identidade, se fazendo passar por um estudante normal enquanto lida com descobertas tanto sobre seus poderes quanto sobre novos sentimentos. Outros três como ele já foram assassinados. E ele é o Número Quatro.

Tempo de Duração: 109 min

Com: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant e Dianna Agron

Direção: D.J. Caruso


Segunda crítica em menos de um mês e o blog não está abandonado mesmo com as dez matérias da UERJ (e os zilhões de textos que vem atrelados a elas, obviamente, e que me custam muitos $$$ em xerox).
Antes de tudo, eu tenho que dizer que essa minha classificação de 3 estrelas levou em conta o público para o qual o filme é voltado, na minha concepção, mais para infanto-juvenil, embora isso não impeça que outras pessoas gostem. Eu mesma achei legalzinho (muito embora meu pai tenha achado uma porcaria).
Sobre as atuações: ao melhor estilo Disney (leia-se "High School Musical", "Camp Rock" e todos aqueles outros que não são animações - nem necessariamente musicais, é que estes foram os que me vieram à cabeça mesmo), não são nenhuma maravilha, obviamente, mas não chegam a irritar, pelo menos não a mim (por outro lado, não sou a melhor julgadora de bons atores, então...). O tal de Pettyfer, que alguns talvez reconheçam por "Alex Rider contra o tempo" (que não, eu não assiti), de uns tempos para cá parece que vem sendo empurrado para ser o novo "ai-meu-Deus-ele-é-maravilhoso" das meninas mais novinhas. Nada demais. E aqui deixo bem claro que sou viciada em "Glee" e que, apesar de não gostar nem um pouquinho de sua personagem na série (a cheerleader Quinn), Dianna Agron é uma fofa. Só que parece que está fazendo o mesmo papel, o que eu acho que não devia ser a intenção, né? (Até o estado - Ohio - é o mesmo e as roupas com certeza vieram do mesmo guarda-roupa, podiam ter tido um pouquinho mais de criatividade ao desenvolver o "estilo" da personagem, mas sei lá, vai ver eu que estou implicando demais.)
Achei que o filme conseguiu dosar bem as quantidades de ação, romance e humor. Além dos inúmeros clichês, tem referências boas e cenas engraçadinhas que fizeram o pessoal do cinema rir, mas já adianto que os efeitos especiais são verdadeiramente péssimos, parecem coisa de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", que, por mais que eu ame, admito que eram tosquinhos (legais na época, mas assistindo hoje são bem tristes). A história também não é nada demais, achei até que podia ter sido mais aprofundada, mas no geral o filme é bom sim, não chega a ser um desperdício de dinheiro e tem o mérito de não se prolongar além do necessário, então acaba sendo aquele programa passatempo em que você não precisa ficar pensando para entender o que está acontecendo nem sente raiva de o fim ter sido tão completamente estranho.
E, antes de encerrar, só mais um comentário, que pode acabar com tudo para quem leu até aqui (acham que eu sou boba de colocar lá no início?) ou incentivar outras pessoas a assistir: o filme me lembrou, em algum aspecto ainda não identificado, "Crepúsculo" (não, não foram os efeitos ruins, isso eu tenho certeza). Mas juro, isso é bobeira e quem simplesmente odeia os filmes dos vampiros vegetarianos pode ficar tranquilo, um não tem nada a ver com o outro, eu só não queria deixar de comentar, porque quem sabe eu não sou a única doida (quer dizer, quem sabe não somos as únicas doidas: minha irmã concorda comigo).



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