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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Luz, câmera, Borrão!: "Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2"

Sinopse: “Nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver.” O último capítulo da saga começa e Harry, Ron e Hermione continuam em sua busca para destruir as três últimas Horcruxes que mantêm Você-Sabe-Quem imortal. A épica batalha entre o bem e o mal nesse mundo mágico se transforma numa verdadeira guerra, na qual ninguém está a salvo. Muitas perguntas ainda precisam ser respondidas: quem sobreviverá? O que realmente aconteceu há 16 anos, quando Voldemort não conseguiu matar Harry Potter? A única certeza que se pode ter é que tudo termina aqui.

Tempo de Duração: 130 min

Com: Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint

Direção: David Yates


Vamos lá, metade das pessoas que teriam interesse em ler essa crítica já foram assistir ao filme a essa hora, a intenção era ter postado hoje pela manhã, assim que eu acordasse (sim, eu assisti às 00h01), mas minha reserva de energia estava completamente nula, eu não conseguia manter os olhos abertos, então só agora de noite parei para escrever.
Para os que não me conhecem tão bem, algumas informações importantíssimas: eu sempre adorei Harry Potter. Há 10 anos assisti o primeiro filme no cinema e minha mãe (esperta) logo depois me deu os quatro primeiros livros de uma vez só, os quais devorei com os olhos. Nunca mais desgrudei, de modo que passei mais da metade da minha vida, portanto, amando os personagens e tudo o que a história envolvia. Torci muito para realmente receber a cartinha de Hogwarts no meu aniversário de 11 anos (se você é um adulto legal que conhece um mini-viciadinho em Harry Potter que ainda não tenha feito 11 anos, a loja oficial da Warner na internet vende a carta personalizada, então você pode fazer essa criança extremamente feliz – e um tanto quanto decepcionada quando entender que não, não poderá realmente atravessar uma coluna na Estação de King's Cross e pegar o Expresso de Hogwarts), troquei boas notas na escola por DVDs da série, aguardei ansiosamente todos os novos livros e filmes (lendo fanfics e qualquer outra coisa que falasse de Harry Potter e afins para evitar o vazio que ficava nos períodos entre os lançamentos) e, há pouco tempo até, dei saltinhos por saber que o parque temático baseado no mundo mágico do bruxinho sairia do papel. Ontem à noite, coloquei um blazer preto, blusa vermelha e lenço amarelo numa homenagem discretíssima (juro) à Grifinória – muito embora eu seja, sem dúvida alguma, uma garota Ravenclaw. Por pouco, aliás, não fui “fantasiada” de Harry Potter: não achei meus óculos, então deixei de lado a ideia de complementar o cabelo curto-de-menino com uma cicatriz na testa. A varinha, no entanto, estava lá.
E o que o leitor paciente (se leu até aqui, parabéns, você tem essa virtude) deve concluir a partir de tudo o que eu disse? Minha opinião sobre o filme é completamente parcial, mais ainda que em todas as outras críticas que fiz. O filme poderia ser péssimo e, ainda assim, eu provavelmente daria as mesmas cinco estrelas. Poderia ser, não é.
Gostei muito do 3D, que além de não ter deixado a imagem excessivamente escura, como em outros filmes, também não incomodou a minha vista em momento nenhum (o que normalmente acontece, pelo menos em certo grau). Quanto aos efeitos especiais, embora um ou outro tenha me incomodado por uma ligeira tosquerice (sou exigente, né?), também gostei bastante no geral e já é óbvio que vai concorrer ao Oscar do ano que vem. Um aspecto que me agradou muito foi conseguir visualizar em tais efeitos uma semelhança incrível com o estilo lá do primeiro filme. É o tipo de coisa que me deixa com um sorrisinho no rosto e acredito fielmente que ela foi intencional e que deu um trabalhão para as pessoas responsáveis por isso.
Apesar de o sentimento prevalecente ter sido a melancolia por saber que a coisa toda terminava ali, fiquei tensa do início ao fim. Obviamente não posso falar muito sobre a história, para não ser estraga-prazeres de ninguém, mas é tão esquisito ver o ciclo que começou com Emma, Daniel e Rupert (olha a intimidade) tão naniquinhos chegando ao fim. E não só deles, claro. Alan Rickman, Michael Gambon e Maggie Smith, ótimos, já estão marcados na minha mente como Snape, Dumbledore e McGonagall, não me interessa que tenham feito papéis muito mais importantes que esses em qualquer outro filme que seja. Como não vou associá-los ao professor chatonildo de sangue sonserino, ao diretor que come feijõezinhos de todos os sabores, ou à professora-gato na Rua dos Alfeneiros? Ai, ai, são tantas as cenas, falas, passagens, personagens (os Weasley, o professor Flitwick, Lupin!) que eu não vou esquecer nunca... Fui ao cinema psicologicamente preparada para chorar, mas no fim das contas só ficou uma sensação super-estranha quando os créditos finais (e a musiquinha que deixa, além de saudade, um aperto no peito) começaram. Talvez eu precise assistir mais vezes para a ficha realmente cair e eu chorar até cansar.
E por fim, para terminar essa crítica escrita enquanto assisto a “Harry Potter e a Câmara Secreta” (um dos meus preferidos tanto no quesito livro quanto como filme) na televisão, quero deixar clara minha felicidade por, de alguma maneira (ainda que mínima e insignificante, seja assistindo no cinema, comprando bugigangas ou qualquer outra coisa do tipo, não estou me achando o Dumbledore não, gente) ter contribuído para o sucesso e a dissipação de toda a série, que nunca me decepcionou de maneira irremediável, que me fez uma criança-leitora que trocava o sono de uma tarde de domingo (e pós-ceia de Natal também) pelo gosto bom de uns capítulos, e que exerceu papel importante na minha transformação em uma (jovem) adulta que nunca vai deixar de acreditar em mágica. J.K. Rowling nunquinha lerá isso e muita gente vai me chamar de ridícula por tanto sentimentalismo num blog que umas dez pessoas lêem (e num post em que só umas cinco terão a paciência necessária para chegar até o fim). Mas e daí? Malfeito feito.






1 Comentário

Victor Mello disse...

Também fui preparado para chorar muito, mas só chorei um pouco na parte em que aparecem o Lupin e a Tonks mortos. Metade da minha vida marcada por Harry Potter, me sinto um privilegiado e fui com orgulho assistir ao filme com a almofada da Griffyndor na mão. Isso sem falar que na quinta e na sexta eu assisti a todos os sete filmes (só assisti na sexta à noite). Com certeza terei todos os DVD's em casa e farei um fim de semana mágico com uma overdose de Potter, Weasley and others. You're not alone, Pilar.