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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Luz, câmera, Borrão!: "Sherlock Holmes: A Game of Shadows"

Sinopse: Nesta sequência, Sherlock Holmes e seu parceiro de longa data, Dr. Watson, precisam descobrir um jeito de derrotar o Professor Moriarty, no que Holmes considera o caso mais importante de sua carreira. Para isso, contarão com a ajuda de uma cigana e de Mycroft, irmão mais velho do detetive.

Tempo de Duração: 129 min

Com: Robert Downey Jr. e Jude Law

Direção: Guy Ritchie


Ok, a premiere brasileira foi segunda à noite e o filme estreia nos cinemas hoje, sexta-feira 13, então embora atrasada, acho que ainda dá tempo de fazer uma crítica vapt-vupt.
Comecemos pelos atores. Minha escolha para o papel-título teria sido invertida. Prefiro Jude Law, que sempre faz filmes bons (“Closer”, “Gattaca”, “A.I. Inteligência Artificial”...) e que só hoje fui descobrir ser o responsável pela voz de Lemony Snicket em “Desventuras em Série” (péssima adaptação, by the way), mas Robert Downey Jr. merece um certo crédito: a ideia do disfarce de mulher – que aparece no trailer, então não estou estragando nada, antes que alguém reclame (o que nunca acontece, porque ninguém nem lê isso aqui) – foi dele. Originalmente, Sherlock se disfarçaria de padre. Downey Jr., aliás, teve que abrir mão do papel principal em “Cowboys & Aliens” para encarnar mais uma vez o detetive. E, além disso, na premiere aqui no Rio ele demonstrou ser bem mais simpático do que eu esperava (mesmo eu tendo ficado sem autógrafo). Acho que passei a simpatizar um pouco mais com ele (com a pessoa, porque o Stark não conta) depois disso e ele fez jus ao papel.
Não me lembro de ter visto Noomi Rapace (que faz a cigana Sim), nem Jarred Harris (que interpreta o professor Moriarty) em nenhum papel muito importante, mas dando uma pesquisada rápida, Noomi interpretou Lisbeth Salander numa versão anterior do aguardado “The Girl With the Dragon Tatoo” (papel que no novo filme – estreia daqui a duas semanas – é de Rooney Mara; aliás, o que Noomi fez não era um filme isolado, e sim uma trilogia), e Harris fez o capitão do barco onde Benjamin, de “O Curioso Caso de Benjamin Button”, trabalha por um tempo, além de vários outros filmes, apesar de eu realmente não me lembrar dele em nenhum. Para os mesmos papéis de Noomi e Jarred foram considerados também, respectivamente (e dentre outros): Audrey Tautou, Penélope Cruz, Juliette Binoche, Marion Cotillard e Cécile De France (de “Além da Vida”) e Brad Pitt, Gary Oldman, Daniel Day-Lewis, Sean Penn e Javier Bardem. Acho que nenhum dos dois ficou deixando algo a dever em relação a todos esses nomes, para mim estavam suficientemente bons, mas sabe-se lá, né, é difícil julgar uma atuação que não aconteceu (quem me garante que Day-Lewis não teria sido ainda mais perfeito para o papel do professor?).
Quanto ao filme em si, gostei bem mais que o primeiro, achei bem legal mesmo. Não sei se era minha implicância com a escolha de Robert Downey Jr. para o papel principal, mas definitivamente isso passou. Não posso comentar muito mais, do contrário acabaria entregando vários momentos e a graça é ir no cinema ver (ou assistir quando sair o DVD, para os mais demorados), mas deixo como destaques a cena final e a dos cavalos. As melhores disparado, na minha opinião, e puxam muito mais para o lado cômico, mas garanto que não faltam cenas bem executadas de ação.
Ah, e para as traças de plantão que tiverem interesse, o filme foi baseado principalmente no conto “The Final Problem” de Sir Arthur Conan Doyle, mas também traz elementos de várias outras histórias de Sherlock Holmes.
Como sempre, coloquei aqui embaixo o trailer do filme e, como bônus, lá embaixo algumas fotos que tirei na segunda-feira. Enjoy!









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